A importância dos materiais não-estruturados e as descobertas que eles proporcionam

“Muitos brinquedos, para a sensível percepção da criança, são como estar ao lado de um tagarela que não dá espaço para os outros falarem.” Gandhi Priosky

As crianças estão cercadas de brinquedos e materiais já prontos em seu dia a dia. Por exemplo, elas já sabem que ao pegar um boneco e apertar certo botão, o mesmo irá emitir sempre os mesmos sons.


Brinquedos estruturados, muitas vezes, possuem um repertório limitante de criação. Além disso, eles tendem a dirigir o brincar das crianças. Ao manipular uma boneca, a criança provavelmente vai brincar de alimentá-la, niná-la, vesti-la, etc. Sendo assim, as ações partem do objeto e não da motivação da criação da criança. Claro que esse tipo de brincar também tem o seu valor, no entanto o processo de criação com o materiais não-estruturados é bem mais amplo.

Os materiais não-estruturados são elementos comuns, que podem sem encontrados na natureza ou de uso diário. São objetos que possibilitam diferentes combinações, como: gravetos, folhas, pedras, conchas, cones, carretéis, caixas de papelão e de ovo, tecidos, conduítes, entre outros. Por meio deles a criança explora a sensação tátil que cada elemento proporciona, explora suas possibilidades e faz diferentes relações. Por exemplo, um graveto ao juntar-se com uma pedra pode transforma-se em uma ponte, em outro momento esse mesmo objeto transforma-se em um telefone, outrora em uma colher para alimentar uma boneca. A brincadeira parte essencialmente da vontade da criança já que o instrumento é flexível e não possui uma função pré-determinada.


Propor atividades com esses elementos pode ser extremamente provocador para uma criança e quanto mais vivências com esses recursos, maior será o repertório criativo dela.




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